domingo, 30 de janeiro de 2011

Suíça, aqui vamos nós!


Postzinho rápido para informar que passarei a semana sem atualizar. O motivo é bem nobre: estou embarcando amanhã em direção ao meu 9º país: SUÍÇA! =D

Depois de uma semana com muita neve, chocolate, alpes e príncipes, volto pra contar como foi!

See yaaaaa

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Tudo depende do referencial...

Super atrasada em atualizações, mas agora com fotos de Londres... =) Link ao lado!

Planos e mais planos: Março é mês de papai, mamãe, tia e primo na europa. Abril é mês de sonho de infância: Eu, Mari e Lia, viajando juntas pelo Velho Mundo! uhuuuuuuuuuuuuuu =D

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Quando dizem que frio é psicológico, as pessoas já esperam uma resposta negativa para esta máxima já tão conhecida. Se, ao invés desta frase tão batida (e mentirosa), a frase utilizada fosse o título deste post, tenha certeza, tudo seria diferente.

Tudo depende do referencial quando se passa por um frio cortante de -11ºC (e se comprova a falta de veracidade da frase acima citada, porque nem o frio e nem a dor que se sente com o vento cortando suas bochechas são psicológicos). É aí que, depois de incontáveis dias saindo de casa com 2 meias calças e 4 blusas, uma calça jeans, sapatilha e um casaquinho básico são suficientes para segurar a temperatura de 2 a 4ºC (imagine só 7ºC, como era o caso do vídeo... Delicinha da vovó).

O referencial é aquele ponto que nos serve de base para avaliarmos e concluirmos que a quantidade de bebida ingerida pelo brasileiro é simplesmente ÍNFIMA! Que o brasileiro quase não bebe! Não concorda? Então converse com o camarada que estava na festa em que eu trabalhei neste sábado, que comprou, só comigo (detalhe que éramos 4 pessoas no bar), 5 doses de vodka e 2 de tequila. Isso sem falar o que ele não deve ter comprado com os outros staffs. Ou então bata um papo com a respeitosa senhora, esposa do aniversariante da festa em questão, que saiu de lá carregada, chamando "Urubu" de "Seu louro".

E como não falar da imagem completamente mudada na minha cabeça em relação às periguetes brasileiras. Se elas viessem para a Europa, teriam vergonha de estar usando tanta roupa por aí...

O referencial é um ponto flutuante, que pode ascender (sc ou c???) ou descender de acordo com as experiências vividas. Na europa, por exemplo, ele sobe muito quando você pensa em voltar ao Brasil e ter de se reacostumar com ônibus lotado no calor (aqui não tem ônibus lotado, acreditem. Quanto ao calor, a quantidade de roupas nas últimas fotos já responde por si só =P), impossibilidade de andar na rua de noite (ou de madrugada, como fazemos todo final de semana, voltando às 3, 4, 5h da manhã a pé), pegar o carro para ir até na padaria da esquina...

O referencial está lá no alto quando você pensa que, desde que cheguei, nunca me aconteceu de estar andando ou correndo na rua e ouvir uma buzinada ou uma singela exclamação de "gostosa", nem mesmo quando o trajeto envolve 3 obras. Falando em obra, que referencial não vai às alturas quando os peões das obras estão entre os caras mais bonitos que você já viu na vida?! Acha que eu estou brincando? Pergunta pra Claudinha sobre a história dos carregadores de árvore de natal. Ela não me deixa mentir...

Claro que o nosso país é lindo e vi meu referencial baixando muito em relação ao colorido dos parques, ao pôr-do-sol em Brasília, à comida com cheiros e gostos tão marcantes. E como não falar da atitude dos brasileiros? E falo em relação a tudo mesmo: atitude frente ao trabalho, aos problemas, às crises, e, por que não, atitudes em relacionamentos. Ô povinho devagar esses irlandeses...

Enfim, a partir do momento em que se recorda que não há verdade absoluta nem referencial constante, o frio não parece tão frio (repito, a não ser que você encare os -20º. A partir daí, tudo fica dormente), o feio pode ficar mais bonito (ou mais feio, o que é meu maior medo =P) e o que antes estava sombreado, parece cada vez mais límpido e claro. Caso o resultado disso não te agrade, hora de mudar seu referencial.

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Mega atrasada com os comentários... Vamos lá!

Karinaaaaaaaa, que delícia que foi te receber aqui! Essa nossa reaproximação está sendo, sem dúvida, mais uma doce surpresa dessa viagem! ARRASE no Brasil e volte bem morena de lá, me matando de inveja... kkkkkkkkkkkkkk

Cida, minha família inteira comenta sobre você agora! Minha irmã e minha mãe amaram seus comentários e seu contato carinhoso comigo! Adorei saber que você está lendo os posts. Saiba que "seus filhos" têm feito a nossa vida aqui muito mais animada e inesquecível. Estar com eles é sempre um momento inesquecível! Que ótimo que vc vem "nos" visitar! Ficarei muito feliz em te conhecer pessoalmente e andaremos muito por essa cidade louca! =) Obrigada pelo comentário querido no último post! Encaro todos os momentos como grande aprendizado, e acho que os mais difíceis sempre trazem mais significados de crescimento, não é verdade? Beijinhos

Tânia, você não imagina a vontade que eu estava de passar o Natal nessa festa gostosa que aconteceu! Não me arrependo nem um pouco de ter passado aqui, sabe?! Foi realmente um momento único, mas uma pequena parte de mim estava lá com vocês e toda a família Resende de Freitas. Adorei o seu comentário =)

Dindinha, que ótimo ler seu comentário por aqui! Estou muito orgulhosa dessas minhas tias cibernéticas, super atualizadas com as novidades da internet hehehehe Beijocas

Toseiras, estava com saudades de ler seus comentários! Vc, como sempre, aparece nos momentos mais tristinhos, sempre para me animar! Sinto muito sua falta e sei que vamos quebrar tudo qd eu voltar!!!! Mande notícias, viu?! Até hj estou esperando certo e-mail... hunft =P

Gabi, sonhei com vc esses dias! tenho acordado sempre lembrando as pessoas que estão no meu sonho, mas nunca do sonho em si... Como estão as coisas por aí? me mande e-mail com novidades...

Mamusca, Carol e Papys, como sempre, os momentos decisivos de sacudir a poeira e levantar a cabeça vêm com a ajuda de vocês! Nosso momento atual, de família "separada", só nos mostra que essa separação é só espacial, porque emocionalmente e afetivamente estamos sempre unidos, entrelaçados por este amor tão forte. Amo vocês!

Pam, Clarinha, Fred, CADÊ VOCÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊS????

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Atualizando...

Trechos de um e-mail que mandei hoje ao meu pai

"Tenho me sentido muito sozinha aqui. Não é por falta de companhias. É por falta de amigos e família. A Mari tem sido tudo isso para mim, e estar com ela tem me feito muito bem, porque seguramos a barra uma da outra, impedindo a peteca de cair. Tirando isso e 2 ou 3 pessoas que conheci aqui, percebo que não tenho um círculo de amizades muito extenso. Isso, para mim que sempre amei estar rodeada de gente, é muito difícil.

A "solidão" tem me feito me conhecer muito melhor. Tenho trabalhado na minha auto-aceitação, principalmente pelo fato de que sou uma pessoa tímida por natureza, desconfiada no primeiro momento. Tenho tentado aceitar que demoro a me entregar a alguém, mas em compensação tenho visto o mundo e as pessoas com olhos mais honestos, menos encantados. Isso é muito bom, porque tenho percebido as coisas como elas realmente são. Sem contos de fadas, simplesmente a realidade. As vezes tenho um pouco de medo de estar me tornando mais dura ou insensível, mas quando lembro que bondade e amizade eu herdei do papai e da mamãe, me acalmo e tenho certeza de que estou simplesmente me tornando uma pessoa melhor.

Ver o carinho do casal aqui em casa com as crianças me faz sentir ainda mais saudades do meu pai, mamãe, Carol, André e João. Saudades da minha família e do amor que sempre tivemos em casa. As vezes a vontade é pegar o primeiro voo amanhã e correr pra cama deles. Mas quando penso que eles estão vindo em 2 meses, meu coração se acalma um pouco! E se acalma ainda mais quando penso que já estou há quase 5 meses fora de casa, e passou tão rápido que eu devo a mim mesma o direito de curtir cada segundo dessa aventura.

Ser adulto não é fácil, não é mesmo? E toda vez que penso se eu deveria ter ido para a Austrália ou Espanha ao invés de vir pra cá, tenho o objetivo dessa viagem cada vez mais claro na minha cabeça. Precisava vir pra cá, pegar dias escuros, frio de doer os ossos e diferenças culturais tão grandes para dar mais valor ao que tenho aí no Brasil. Para entender que enquanto eu fico pensando no sentido da vida, ela está passando bem em frente aos meus olhos, e eu posso estar perdendo momentos maravilhosos."

É isso! Tenho o blog como uma oportunidade de deixar registrado tudo o que eu e Mari passamos por aqui. Nada mais justo que ser totalmente honesta e admitir que também passamos por momentos difíceis e fases obscuras, não?!

A semana foi esquisita, estranha e difícil! Prometo post mais colorido na próxima!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Natal, Reveillon, Londres e outras coisitas mais...

FELIZ 2011!!!!! Jesus me abana que 2010 passou mega rápido! Acho que ainda não me dei conta de que já estamos em um novo ano...

De volta de pequenas férias, ano novo, vida nova! Mas antes de começarem os posts de 2011, vamos falar um pouquinho das festas de final de ano aqui no Velho Mundo.

Definitivamente esta época é a mais difícil de se viver enquanto se está de intercâmbio. A saudade aperta, a carência bate, a vontade de voltar vem com força total! Pela primeira vez na minha viagem posso dizer que me senti homesick! Vontade FORTE de estar no Brasil, com meus amigos e minha família. Receber tantos e-mails e ver tantos comentários sobre confraternizações e festas de família dão um apertinho no coração que só estando aqui para entender.

Neste clima, realmente não esperava nada da festa de Natal. Eu e Mari combinamos com alguns amigos daqui de Dublin de fazermos nossa ceia no dia 24 na casa de 2 deles, o Ulgem e o Eric. Essas pessoinhas são 2 figurinhas mega importantes para nós duas. Acho que posso falar que desde que eles chegaram aqui em Dublin eu tenho gargalhado bem mais. Combinamos tudo, pensamos nos pratos da ceia e nos preparamos. Além de nós 4, o Eduardo, nosso amigo carioca que está morando na França, e o Thiago, paulista de Orlândia (tio Mário, acredita que achei alguém de Orlândia aqui em Dublin?) completaram a reunião familiar. Lá fora, tornando nosso Natal mais bonito, neve em todo lugar!

Quando chegamos na casa dos meninos, eu havia preparado uma surpresa: comprei todos os ingredientes para fazer pão de queijo para todos e matar um pouquinho das saudades. Mas não é que a surpresa maior ficou por conta da decoração que os meninos prepararam? Lá fora, assim que chegamos, um boneco de neve a coisa mais fofa do mundo. Lá dentro, uma decoração MEGA fofa, com direito à bota do papai noel e suplá vermelho. Arrasaram, meninos!

Ficamos um tempo na cozinha conversando e rindo muito, enquanto eu preparava o pão de queijo e o Ulgem terminava a maionese deliciosa dele. Enquanto uns se arrumavam, os outros choravam as saudades com a família no tel. Perto de meia noite, fomos comer. Chuva de arroz proporcionada pela estabanada aqui, estouro dos Christmas Crackers (uma tradição da Irlanda. Posto o filme aqui no próximo post), abraço de meia noite às 0h10 porque perdemos o horário, foto no frio lá fora com o snowman, tentativa frustrada de guerra de neve... Foi uma verdadeira festa! Definitivamente uma das noites mais divertidas que passei aqui. Pra completar, só o Ulgem passando de quarto em quarto acionando o secador de cabelo por baixo de cada edredon para esquentar todo mundo. Impagável!

Dia seguinte teve café da manhã com pão de queijo e as sobras do perú (ao som de "Então é Natal", da Simone, que não poderia faltar) e depois ficamos conversando e jogando. Enfim, um Natal inesquecível!

Dia 26 caímos para Londres. Engraçado como as coisas são, não é mesmo?! Eu sempre dei muito valor para o Reveillon. Para mim, virada de ano frustrada seria sinal de ano ruim. Em compensação o Natal eu sempre achei que sempre seria mais ou menos igual. Sempre bom, principalmente porque sempre passei com a família, mas sempre parecido. E não é que este ano as coisas se inverteram? O Natal foi totalmente diferente, mas o Reveillon foi bem normal.

Londres, por si só, foi excelente! Primeiro porque reencontrei a Karina, minha amiga da faculdade, e tive uma grata surpresa de ficarmos ainda mais próximas. Sério! Só ela valeu a viagem! Que companhia delícia! E depois porque revi uma das cidades que mais me apaixonei na vida, mas dessa vez com outro olhos, o que é sempre válido! Além disso, em função das festas de final de ano, havia muita, muita gente! Então realmente tivemos contato com uma Londres completamente metropolitana e miscigenada.

No primeiro dia servi de guia das meninas. Começamos o turismo pelo Big Ben e as casas do Parlamento (Claro! Para já nos sentirmos em Londres) e andamos até a Westminster Abbey, a Igreja onde o Prícipe William se casará. De lá, pegamos o metrô para Notting Hill, que eu particularmente amo! A noite, fomos para Convent Garden a tempo de vermos o Convent Market ainda funcionando. Ele é um mercadinho estilo feirinha, com stands de todos os produtos que se possa imaginar. Bem fofo! Já neste dia compramos o Oyster, uma cartãozinho que você paga 3 pounds e recarrega, podendo usar no metrô e ônibus. Pagamos o bilhete semanal. 25 ponds, com uso ilimitado. Sério! Mega barato, principalmente considerando que Londres é enorme, com um metrô perfeito e com night bus todos os dias.

No segundo dia fomos para o Museu de História Natural, Picadilly Circus e Oxford Circus. As ruas estavam completamente abarrotadas, já que absolutamente TODAS as lojas estavam pelo menos com 50% de desconto. Pobre de marré deci, fiquei só na vontade mesmo =P No caminho entre Picadilly e Oxford, paramos na Hamleys, a loja de brinquedos de 5 andares. Éramos 3 crianças grandes lá dentro, querendo comprar tudo!!! Lindo! Lembrei do João em tudo!

No terceiro dia encontrei com as meninas na Westminster Bridge, pois elas foram ao Madame Tussauds, que eu já havia ido na primeira vez. Ficamos sentadas lá conversando, curtindo o tempinho agradável (4ºC... Dilícia, perto dos -10º que havíamos pegado menos de 1 semana antes). De noite eu e Mari fomos ao Zoo Bar, uma baladinha mega divertida de lá! Conhecemos altos britânicos, rimos até chorar... Foi bom pra quebrar um pouco a imagem de intocáveis que eu tinha deles.

Dia seguinte eu e Mari fomos visitar a Catedral de St Paul, aonde a Princesa Diana casou com o Príncipe Charles. Não entramos, mas ela é bem bonita por fora. Vale a ida lá. De noite, fomos para minha mais nova parte predileta da cidade, e uma das poucas que eu não conhecia: Candem Town. É uma área bem eclética, com as lojas mais diferentes de todas! É o tipo de lugar que vc encontra de produtos góticos a roupas engomadinhas. Onde você é capaz de encontrar um travesti de 2m de altura vendendo meias calças de todas as cores, e na barraca seguinte você vê simpáticas japonesas te servindo o noodles mais barato e mais oleoso do mundo. AMEI! Dica da Karina, devidamente repassada agora!

Dia 31 voltamos a Candem Town, desta vez com todo mundo, e passamos horas e horas lá, nos deliciando! Até coxinha com Guaraná em uma barraca de comidas brazucas nós encontramos. Pensem em 6 crianças comendo... De lá fomos na estação King's Cross, tirar foto na Plataforma 9 3/4 do Harry Potter (geeeeeeeks! kkkkkkkkkkkkk). Adooooooro! Dormidinha básica de tarde e de noite eu e Mari caímos para um pub onde teria entrada grátis para o Reveillon. Noite divertida, bem acompanhada da minha gêmula, conhecemos uns caras de Bermudas (oi?) e ficamos lá o suficiente para passarmos a virada e depois irmos encontrar o Du, que havia preferido ver os fogos na London Eye. Encontramos com ele, andamos km de distância à procura de uma estação de metrô em que fosse possível entrar sem ser atropelado pela multidão, e voltamos para casa.

Dia 1º acordei com uma saudade absurda de casa, da minha família! Um sentimento muito esquisito, meio sufocante mesmo! Ficar em casa? No way! Eu e Mari fomos para a Picadilly e eis nossa surpresa ao nos depararmos com um desfile lá, cheio de cheerleaders, motos e carros antigos e uma banda bem ao estilo Colegial norte-americano! Excelente!

E voltamos para casa com muitas saudades, mas com a sensação de que agora falta pouco para voltarmos, então precisamos mesmo é aproveitar cada segundo que nos resta. Afinal, eis que em pleno dia de Natal você pode estar andando pela Grafton Street (rua de lojas mais famosa de Dublin) e se deparar com esta cena:

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Sim, isso é real, aconteceu neste ano. Não, eu não estava lá =( Mas estava passando o Natal com pessoas muito importantes...

E é isso! Post bobinho só para atualizar sobre Londres. Ano Novo, imaginação renovada, estou com muitos posts na cabeça, vou tentar colocar pelo menos 1 deles em prática ainda essa semana.

Aos recadinhos de final de ano no post passado, saibam que receber palavras de pessoas amadas, seja por e-mail, comentário, sms, facebook ou o que seja, faz nossa vida aqui ficar muito mais gostosa! Amo vocês que fizeram do meu ano de 2010 totalmente inesquecível, certamente o mais intenso de minha vida!